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Amanhecia...Eu caminhava.

Triste, sozinha, sentei-me à beira-mar.

As ondas, indo e vindo, meus pés beijavam,

 era um silêncio amigo querendo me consolar.

 

E mirava o horizonte, vendo a luz do sol brotar,

recordava os tempos idos quando fui tão amada,

quando meus dias raiavam contigo a me abraçar,

hoje, aqui perdida, o que foi tudo não é mais nada.

 

Eis que surgiu uma sombra a quedar-se sobre mim,

senti seu cheiro, seu tato, seu murmúrio, seu calor,

senti saudade da vida, vivida de onde eu vim,

senti de um abraço a firmeza e de um beijo o sabor...

 

Voltei-me...

Pensei estar longe, a sonhar naquele instante!

Mas, não! Eras tu, me olhando e sorrindo...

Eras tu, meu amado ex-amante!

 

Levantei-me...

Me apertas-te em teu peito, beijaste-me os lábios... 

Querias-me novamente tua, sem pecado ou pudor,

reviver para sempre, nosso grande eterno amor!

 

Entreguei-me...

Sou tua, apenas tua...Tu não és apenas meu...

Amantes fomos, seremos...Até quando? Não sabemos.

Será do tempo, espaço, destino, a rota que seguiremos.

 

Eliana Ellinger

Hazorea 30/06/2011

 

Encontro à beira-mar
                José Ernesto Ferraresso
 
Cabisbaixo, ando de um lado a outro,
as ondas do mar cortam aquele silêncio,
 somente  as ondas, areia e o infinito distante,
são  testemunhas deste momento e do lugar.
 
Olho  aquele mar  azul e inquieto,
os raios do sol no horizonte  se pondo,
marcas de final de um dia misterioso,
e eu ali,  triste, caminho e sonho.
 
De repente, ouço um rumor estranho,
 incrível momento e uma  triste sensação
 de que há algo que eu estou perdendo
e sinto que tudo  machuca meu coração.
 
Retorno-me...
Começo a indagar e divagar em  meus pensamentos.
Logo vejo uma visão fascinante se aproximar.
 E de repente me ponho a sonhar, minha ex-amante.
 
Assusto com tudo...
Seus braços me enleiam,  suspiro; e  deixam-me supreso.
Vejo  no fundo de seus olhos  que ainda és minha,
tem pudor e paixão por mim, e me chamas de querido.
 
Desperta-me...
Sou inteiramente teu, e agora és só minha...
Apaixonados ficamos , deliramos entrelaçados e sonhamos.
Não existe, tempo, minutos e segundos para nos amar
 e nesse lugar se entregar.


Serra Negra
30/06/11