Eu sou
Ferdinando



Sou aquele que perdeu
O sol da mocidade;
Sou o sonho que morreu
Sem não ter realidade

Fui primavera ridente,
E hoje que não sou nada;
Sou pobre que rí contente
Na vida que me foi dada

Nos dias que já passaram
Algo ganhei e perdi;
Ganhei sonhos que voaram
Perdi saudades de ti...

Nada dou, nada recebo
Nada cria sem raíz;
E dos erros que cometo
Serei eu próprio juiz.

 

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Solingen-Germany

 

Formatado por Lucia Trigueiro