Eu sou
Jorge Linhaça

 

Metamorfose em um ser movente;
Inquietude querendo mudança;
Sou overdose no peito latente;
Vicissitude de uma criança.

Sou a mitose da pura esperança.
Sou amplitude do pobre e carente,
Sou a neurose, sou o Sancho Pança:
Sou a virtude do inconsequente.

Gota de chuva que cai no sertão;
Verso calado na ponta da pena;
Reta na curva da minha emoção;

Estro trincado em meio ao poema.
A vista turva em pleno verão:
O complicado de um teorema.

 

E-mail do Autor

 

 

Formatado por Lucia Trigueiro